Já não sinto a terra por baixo dos pés e pior ainda é o pensamento de que terei de andar várias centenas de metros para sentir qualquer coisa de parecido.
Não sou capaz de vestir-me, não quero vestir-me. Sinto a falta da brisa na pele, do sol a aquecer-me, a preencher-me, da vida ser andar e sorrir de um lado para o outro.
Chega a urgência de sair de casa. Estás paredes isolam-me e retiram-me do meu sítio. Até que de repente me apercebo que não será agora normal sentar-me no chão ou deitar-me na relva ou sequer olhar para alguém nos olhos. Aquilo que nós é natural aqui é pouco correcto.
Como de nada me vale dizer mal da sociedade onde vivo, da qual faço parte (ainda que tenha estado fugida por 3 enormes dias) o caminho agora é em frente.
Manter-me ligada a mim própria, manter-me em paz e serenidade, levar isso a todas as outras pessoas.